Roteiro de 7 dias em Fernando de Noronha organizado por mare e cota de visitantes — aproveite cada dia ao maximo.
- Voos: GOL e LATAM de Recife (REC) e Natal (NAT) — ~1h
- É obrigatório pagar Taxa de Preservação Ambiental (TPA)
- Acesso controlado: limite de turistas por dia
- Águas mais calmas: agosto a março
- Mergulho: setembro a março (visibilidade excepcional)
- Golfinhos no Enseada dos Golfinhos: de manhã cedo
- Pousadas são a principal opção (não há grandes hotéis)
- Reserve com 3–6 meses de antecedência
- Alimentação inclusa em muitas pousadas (recomendado)
- Alugue buggy ou bicicleta para explorar a ilha
- Leve dinheiro em espécie — ATMs podem falhar
- Plásticos descartáveis são proibidos na ilha
- Mergulho: ATLANTIS Divers e Águas Claras são operadoras confiáveis
Fernando de Noronha não é uma viagem de fim de semana — é uma experiência que merece tempo. Com sete dias, você consegue ver quase tudo: as praias icônicas, os dois melhores pôres do sol, um dia de mergulho, a Enseada dos Golfinhos de manhã cedo e ainda ter tardes para não fazer absolutamente nada além de olhar para o mar.
Antes de Chegar: O Que Resolver com Antecedência
- Passagem aérea: voos pela LATAM e GOL saem de Recife (REC) e Natal (NAT). Reserve com pelo menos 3 meses de antecedência.
- TPA (Taxa de Preservação Ambiental): obrigatória, paga online no site da SEMAS-PE. O valor aumenta a partir do 5º dia na ilha.
- Pousada: não há grandes redes hoteleiras — são todas pousadas. Reserve com 3–6 meses de antecedência para temporada.
- Aluguel de buggy: o transporte mais prático. Reserve pelo WhatsApp com as locadoras antes de chegar.
Dia 1 — Chegada e Primeiras Impressões
O voo pousa no Aeroporto Gov. Carlos Wilson, o único da ilha. Da pista você já vê o oceano dos dois lados. Pague a TPA no guichê (se não fez online), retire a bagagem e vá para a pousada de buggy. Use o restante do dia para se orientar: caminhe pela Vila dos Remédios. É pequena, tem mercadinho, farmácia, restaurantes e o casario colorido da Praça do Leão. À tarde, vá à Praia do Porto para um mergulho de adaptação. Jante cedo — amanhã você acorda antes do sol.
Dia 2 — Golfinhos ao Amanhecer e Baía dos Golfinhos
Acorde às 5h30. Vá de buggy até o Mirante da Enseada dos Golfinhos — o acesso à praia é restrito, mas do mirante você vai ver, ao amanhecer, centenas de golfinhos-rotadores girando e pulando no mar abaixo. É um dos espetáculos naturais mais impressionantes do Brasil, e o horário importa: eles saem para o mar aberto após as 8h.
De volta à vila, café reforçado e siga para a Praia do Cachorro, ideal para snorkeling. A piscina natural à esquerda tem tartarugas-verdes com regularidade — leve máscara e snorkel (ou alugue na praia). À tarde, descanse. Noronha em ritmo acelerado é desperdício.
Dia 3 — Baía dos Porcos e Pôr do Sol no Forte
A Praia da Baía dos Porcos disputa com Sancho o título de mais bonita da ilha. A piscina natural formada pela maré baixa entre as rochas vulcânicas é de outro mundo — água transparente, peixinhos, coral. Chegue antes das 9h para pegar a maré certa e evitar a multidão.
À tarde, suba ao Forte Nossa Senhora dos Remédios — construído pelos portugueses no século XVIII, com vista de 360° da ilha. É o melhor lugar para ver o pôr do sol do lado voltado para o continente (o de dentro). Guarde o pôr do sol do lado de fora para o dia 5.
Dia 4 — Dia de Mergulho
Noronha tem a melhor visibilidade subaquática do Brasil: até 40 metros em algumas épocas. Se você mergulha, este dia é com uma operadora certificada. Se não mergulha, faça um batismo ou passeio de barco com snorkeling.
Operadoras recomendadas: ATLANTIS Divers e Águas Claras — reserve com antecedência. Um mergulho simples sai R$ 350–500; passeio de barco com snorkeling custa R$ 180–280. Pontos famosos: Ilha Rasa (tartarugas), Laje Dois Irmãos (tubarões-limoneiro), Cabeço das Cordas (coral).
À tarde, explore a Praia da Conceição e a Praia da Cacimba do Padre.
Dia 5 — Trilha do Atalaia e Pôr do Sol do Sueste
A Piscina do Atalaia é controlada: 100 pessoas por dia, com guia obrigatório. Reserve online no site da ICMBio assim que comprar a passagem (esgota rápido). A trilha leva 20 minutos e a piscina, na maré baixa, parece um aquário natural — polvos, lagostas, peixes-papagaio a centímetros de você.
À tarde, vá à Praia do Sueste para ver as tartarugas-verdes (melhor horário: 16h–17h30). É também um dos melhores locais para o pôr do sol do lado de fora — Atlântico aberto com a silhueta dos Dois Irmãos no horizonte.
Dia 6 — Praia do Sancho
A Praia do Sancho está no topo de praticamente todo ranking de praias do Brasil. Chegue cedíssimo — o acesso desce por uma fenda na rocha via escadas encravadas na pedra. O mar vai do verde ao azul profundo dependendo da hora. Não leve guarda-sol: não cabe. Leve protetor solar biodegradável, água e comida (sem quiosques).
À tarde, use o tempo livre para artesanato na vila, sorvete de cajá e o último pôr do sol em algum mirante ainda não visitado.
Dia 7 — Última Manhã e Partida
Se o voo for à tarde, dá para uma última visita à Praia Boldró — próxima, pouco movimentada, excelente para snorkeling matinal. Faça o checkout, devolva o buggy e siga para o aeroporto com 1h30 de antecedência.
Orçamento Estimado (por pessoa, 7 dias)
- Passagem aérea (ida e volta de Recife): R$ 800–2.000
- TPA (7 dias): R$ 1.100–1.400
- Pousada (7 noites): R$ 2.800–8.000
- Buggy (7 dias): R$ 700–1.000
- Alimentação: R$ 1.500–2.500
- Passeios (mergulho, barco, Atalaia): R$ 600–1.200
- Total médio: R$ 7.500–16.000 por pessoa
Noronha é caro. Mas quem vai uma vez sempre encontra uma forma de voltar.
Dicas Essenciais
- Plásticos descartáveis são proibidos na ilha — leve garrafinha reutilizável.
- Saque dinheiro antes de embarcar: o caixa da ilha pode estar sem notas.
- Protetor solar biodegradável é obrigatório nas piscinas naturais.
- Aluguel de máscara e snorkel disponível na maioria das praias (R$ 20–30/dia).
- A internet na ilha é lenta. Aproveite para desligar.
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Os passeios mais populares esgotam rápido — reserve mergulho, trilhas e jangadas antes de embarcar.