Roteiro de fim de semana em Olinda: 2 dias no centro historico com igrejas, arte, gastronomia e mirantes.

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Fim de Semana em Olinda: Roteiro de 2 Dias no Centro Histórico

Olinda fica a sete quilômetros do centro do Recife e parece outro século. As ruas de paralelepípedo sobem e descem entre igrejas barrocas do século XVII, sobrados pintados de cores vivas, ateliês de artistas e o cheiro de dendê — com o som do frevo vindo de alguma esquina sem motivo aparente. Em dois dias, você não vai ver tudo. Mas vai entender por que a UNESCO tombou esse lugar.

Como Chegar

De Recife: Uber (R$ 20–35, 20 minutos) ou metrô + ônibus (~R$ 5 e 50 minutos). De carro, há estacionamentos pagos na entrada do centro histórico — o trânsito no interior dos becos é impossível.

Onde Ficar

Olinda tem pousadas dentro do próprio centro histórico — esta é a experiência certa. Acordar no meio dos sobrados coloniais, ouvir os sinos das igrejas e descer para o café a pé é algo que ficar em hotel de Boa Viagem não oferece.

Recomendadas: Pousada dos Quatro Cantos (a mais tradicional, dentro do centro histórico) e Albergue do Alto (mais econômica, com vista do Alto da Sé). Reserve com antecedência nos feriados e Carnaval.

Dia 1 — O Alto da Sé e os Becos do Centro

Comece o dia no Mercado Eufrásio Barbosa, logo na entrada do centro histórico. É o mercado popular de Olinda: frutas regionais, artesanato, tecidos, tapioca recheada, sucos de acerola e cajá. Uma hora aqui e você já entende o pulso da cidade.

Suba a pé até o Alto da Sé. A Catedral da Sé foi uma das primeiras construções dos portugueses no Brasil, no século XVI. Do alto, a vista sobre o casario colorido, os coqueiros e o Atlântico ao fundo é o cartão-postal mais icônico de Olinda — e merece mais do que uma foto rápida.

Desça pelo Largo do Amparo até a Igreja de Nossa Senhora do Amparo. O entorno tem galerias de arte e ateliês de artistas locais, muitos abertos à visitação. Se algo chamar atenção, entre.

Almoce no Mourisco (culinária nordestina, bem avaliado) ou em algum restaurante de frutos do mar no entorno do Varadouro.

À tarde, explore o Museu do Mamulengo — a maior coleção de bonecos de mamulengo do Brasil. A entrada é barata e o acervo é genuinamente fascinante, mesmo para quem não conhece a tradição.

No fim de tarde, sente-se num dos bares do Alto da Sé com uma cerveja gelada e assista ao pôr do sol. Em dias claros, o horizonte sobre o mar é absoluto. Jante no Bodega do Véio — um boteco histórico de Olinda, sem cardápio fixo, com mesas na calçada e petiscos regionais que variam conforme o dia.

Dia 2 — Igrejas, Arte e Praia

Acorde sem pressa. Café da manhã na pousada (a maioria serve tapioca e frutas regionais) e comece a manhã com as igrejas que não viu ontem.

O Convento de São Francisco (1585) é o convento franciscano mais antigo do Brasil. Dentro, azulejos portugueses do século XVIII decoram a Igreja Nossa Senhora das Neves — o efeito é quase surrealista. A entrada custa pouco e o guia local conta histórias que nenhum app vai substituir.

Na sequência, desça até a Igreja da Misericórdia com sua vista privilegiada sobre os telhados da cidade, e passe pela Rua do Amparo — a rua mais fotogênica de Olinda, com fachadas em azul, rosa, laranja e verde que parecem cenário de cinema.

Almoce num dos restaurantes ao longo da orla entre Olinda e Recife, no bairro de Casa Caiada — frutos do mar frescos, preços melhores do que no centro histórico, e praias tranquilas para caminhar depois.

À tarde, se o tempo ajudar, a Praia do Farol e a Praia de Casa Caiada são as mais próximas e tranquilas. Pegue o Uber de volta para Recife (ou para o aeroporto) com tempo de sobra.

Olinda no Carnaval

Se a sua visita cair no Carnaval (geralmente fevereiro), o roteiro muda completamente — de um jeito muito melhor. O Carnaval de Olinda é considerado um dos melhores do Brasil: frevo nas ladeiras, maracatu, bonecos gigantes de quatro metros, blocos que saem de madrugada. É desordenado, vibrante, genuíno e absolutamente inesquecível. Reserve acomodação com pelo menos quatro meses de antecedência.

Dicas Práticas

  • O centro histórico é compacto — a pé é o melhor jeito de explorar.
  • Use calçado confortável: as ruas de paralelepípedo são irregulares e as subidas são íngremes.
  • Muitos museus e igrejas fecham às 12h e reabrem às 14h. Planeje o almoço nesse intervalo.
  • Nos fins de semana, artistas e artesãos instalam bancas nas ruas — ótimo para comprar peças originais.
  • Olinda tem menos Uber/99 do que Recife: peça o carro com alguns minutos de antecedência.
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